Existem muitas coisas

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"O universo é constituído de tudo o que percebemos existir fisicamente." é a definição de Universo do Wikipedia. Quantas coisas nós percebemos? Pensamos, falamos, ouvimos, sentimos? E as coisas que nós não percebemos?
Para mim, as coisas que existem estão dentro de duas grandes áreas: as que são perceptíveis e as que não são. Mesmo que você considere que as imperceptíveis caractegorizem um conjunto nulo de elementos, é importante separar desta maneira.
Nem todas as coisas perceptíveis são percebidas. Quando você está no ônibus com mais vinte pessoas passa pela sua cabeça que uma daquelas vinte pessoas completou o álbum de figurinhas dos cavaleiros do zodíaco quando era criança? Que as figurinhas usam um certo tipo de cola pra grudarem nas páginas? Quais são as características químicas da cola? Característica é uma palavra de origem grega? Por que o português vem do latim? Será que um desses indivíduos no ônibus já pensou em fazer farmácia? Como fotografaram a via láctea?
Há certas coisas que a gente filtra, mesmo porque nem todos os assuntos existentes são relevantes para gente ou para qualquer outra pessoa. E se a gente se preocupasse com o universo inteiro, nosso cérebro ficaria sobrecarregado e nós ficaríamos loucos. Não sou médico, isso é apenas um chute meu! Mas é perigoso criar um universo onde as coisas perceptíveis dizem respeito apenas a mim. A você.
Sair do nosso universo pode ser muito bom. Pode expandir o seu próprio universo. Pode expandir o dos outros. Ou não pode. Mas é sempre uma experiência interessante.
Considerando um universo metafísico, aparece a segunda categoria de coisas que existem: as imperceptíveis. Como o conceito de "Deus". Mas não só este conceito. Será que existem outros universos? Será que as leis da física lá são iguais as deste universo? Será que existem leis da física? Será que existe outro tipo de "física"? Será que nós fazemos parte de um jogo de computador? Será que Deus existe? Será que Alá existe? Será que Jah existe? E os alienígenas? "Será que é tudo isso em vão"? Como seria o universo em sete dimensões?
Será que é importante questionar coisas imperceptíveis? Depende. Lógico que passar tempo demais tentando descobrir algo que vai além da nossa compreensão é inútil. Mas é preciso saber no que acreditar e não acreditar. As questões metafísicas existem, e cabe a você não respondê-las, mas criar as suas próprias perguntas e perceber as suposições que fazem mais sentido de acordo com o seu modo de ver o universo físico.
A união dessas visões produzem uma síntese interessante que te ajuda a viver melhor. Quem disse que aproveitar a vida significa se matar? Viva o pensamento. Pense a vida. Reflita.

2 comentários:

Fábio disse...

ninguem fotografo a galaxia chamada via lactea

duh

Raquel disse...

Há panoramas interessantes aqui, como o fato da percepção ser apenas um mecanismo humano para caracterizar e limitar o que é o conhecimento. A ideia do que pode ser perceptível também é instigante, é claro que dizer que há um infinito passível de percepção não implica que o perceberemos por completo, mas talvez não seja só o perceptível o universo, por que não até mesmo o inimaginável(?)... O fato de que há certa aproximação das leis da física para a nossa realidade não significa que não estamos todos vivendo em erros matemáticos fundamentados em um paradigma que 'funciona', ou que não haja leis diferentes no infinito do espaço. Pensar nisso é uma delícia, afinal vivemos pela dúvida.
Nossa, que comentário gigantesco, só passei para conferir e depois, agora, para dizer que gostei muito do seu blog.

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